quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A dor da solidão


“Na primeira vez em que fiz a minha defesa diante das autoridades, ninguém ficou comigo; todos me abandonaram. Espero que Deus não ponha isso na conta deles!” (2 Tm 4.16 NTLH)

Quando transcorria o ano 66 ou 67 da era cristã e Nero era o Imperador Romano, o apóstolo Paulo se encontrava preso em Roma. E de acordo com afirmações encontradas nas suas duas cartas a Timóteo, Paulo sofria condições severas na prisão. Ele estava algemado e sofria como um “malfeitor”. Nesta situação, ele já previa a sua execução, e expressou isso dizendo: “Quanto mim, a hora já chegou de eu ser sacrificado, e já é tempo de deixar esta vida” (2Tm 4.6-8), e pede a Timóteo que venha logo ao seu encontro. E, de fato, no ano 68 Paulo foi decapitado em Hóstia, perto de Roma, por ordem do imperador Nero.

O que nos chama a atenção é a constatação que Paulo faz ao dizer que, por ocasião de sua defesa perante o tribunal romano, ninguém ficou com ele e que todos o abandonaram. No entanto, diz a Timóteo que espera que Deus não ponha isso na conta deles. Mesmo sofrendo as dores da solidão na iminência de ser executado, ele revela seu espírito perdoador, não desejando o castigo de Deus para os que o abandonaram. Ele superou, pela fé em Deus, as dores dessa solidão. Isto ele diz nas palavras: “O Senhor me livrará de todo o mal e me levará em segurança para o seu Reino celestial” (2Tm 4.18).

Que esta seja a nossa esperança quando atravessarmos momentos de profunda solidão. Perdoados por causa de Cristo, temos Deus sempre ao nosso lado. Ele ficou com o apóstolo Paulo na sua solidão, e ficará conosco durante a nossa solidão.

Oremos: Bondoso Deus, fica comigo nas horas felizes enquanto estou com familiares e amigos, e fica comigo quando eu sofrer de solidão. Por amor de Jesus. Amém.

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